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Minhas férias

Posted by Hugo Alves on 15:21

No primário sempre tive que fazer redação sobre como tinham sido minhas férias e, como não gostava de escrever, acabava fazendo de forma contrariada. Essa aqui é diferente, além de ter sido bem mais interessante que o normal, esse texto sobre minhas férias conta com a ajuda dos meios digitais para se tornar mais prazerosa de ser contatada.

Eu já viajei algumas vezes para o nordeste brasileiro, é incrível o local. Possui um contraste intrigante entre o litoral, geralmente mais desenvolvido por causa do turismo, e as demais regiões menos favorecidas economicamente. Eu já tinha feito um post nesse blog (click aqui) falando sobre características como praias, culinária e demais atrativos da região nordestina. Na minha última viagem para o nordeste - Porto Seguro/BA - fiquei um pouco decepcionado com o atendimento que no geral era péssimo, mas, para a nossa felicidade, em Porto de Galinhas/PE foi incomparavelmente melhor. Mas o foco aqui são as belezas naturais que tive a oportunidade de contemplar. 


Ao contrário dos últimos passeios, onde tirei inúmeras fotografias, dessa vez dei preferência aos vídeos. Fiz uma edição com os melhores momentos de uma das melhores viagens que tive a oportunidade de fazer. Deu tudo certo, desde o local escolhido até as companhias. Bom, vamos ao que interessa.

Fonte: minhas imagens

Obs.: Essas imagens foram feitas por diversos tipos de câmeras, portanto, não cobrem muito da qualidade.

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CFA - Utilizado para construção de sonhos por alguns, de desejos por outros.

Posted by Hugo Alves on 11:54

Tenho raiva (raiva não é pecado, o ódio é..rs) de quem cita Caio Fernando de Abreu (CFA) ou similares.  Essas pessoas deveriam ser erradicadas da face da terra, seria um favor para a humanidade, passando a existirem assim como existem os dinossauros – apenas na história. Não me refiro à qualidade dos textos, pelo contrário, CFA tem uma capacidade única de representar com exatidão a realidade em suas palavras e de transmitir ao leitor uma força poderosa. Seus textos são capazes, através da tamanha sabedoria e precisão, de retratar situações, sentimentos, jeitos e trejeitos, sensações e emoções. Enfim, indiscutivelmente ele é um verdadeiro poeta. O problema é que grande (utilize um multiplicador bem alto aqui) maioria dos seus leitores não possuem nem sequer a capacidade de analisar o que é certo ou errado, tampouco identificar que, pelas suas atitudes, seria incoerente citar certas “verdades” de CFA.

Eu gostaria de ter um décimo dessa cara de pau coragem que os seres dessa espécie possuem ao fazer essas citações. Pessoas que, se torna inevitável percebermos que seus atos contradizem todas essas frases bonitas, fraternais e, principalmente, sofredoras que são postadas nas redes sociais. Pessoas que só sabem viver de futilidade, de indiferença com o próximo, de desejos materiais e de status, que não acrescentam em nada para manutenção dos bons princípios e respeito que os seres humanos veem perdendo há muito tempo. Pessoas que não possuem o mínimo de preocupação com o sentimento alheio, mas se sentem extremamente fragilizadas quando se tratam de seu próprio sentimento. Que plantam interesses egoístas, mas que almejam colher gestos bonitos e sinceros que supram suas necessidades. E mesmo tomando caminhos egocêntricos, o infeliz goza da liberdade de escolher e citar uma bela frase de CFA de forma que fique explícito o tamanho de sua infelicidade, da imensa "injustiça" que sofrera. Infeliz sim. Infeliz merecidamente. Infeliz porque quer que sua vida seja uma festa sem fim e sem ressacas, pois é simples considerar como algo não justo o que por pessoas em sã consciência é enxergado como consequências dos nossos atos. Seria um pseudo-infeliz ou pura mediocridade? Tanto faz.

E tenho a impressão que só entendem o que Caio Fernando fala porque a linguagem utilizada por ele é muito simples, mesmo que o individuo não tenha o hábito de ler é possível entender perfeitamente a mensagem passada pelo escritor. Por isso é tão fácil...

Post encerrado assim mesmo, de forma abrupta!

Sobre o título, como diz Augusto Cury: "Sonhos são projetos de vida, desejos são intenções superficiais (...) E desejos e mais desejos não resistem ao calor dos problemas na segunda feira".

PS 1: É, eu sei que radicalizei.
PS 2: Esse texto foi motivado pela quantidade de ocorrências e não por apenas uma pessoa. 
PS 3: Tentei não generalizar, pois isso é errado. Não são todos os leitores do Ilustríssimo poeta Caio Fernando que se encaixam no perfil acima.

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Na esperança de dias melhores

Posted by Hugo Alves on 23:45
Na vida existem momentos em que a única coisa que nos resta é a fé. E eu estou em um desses momentos. Não se trata de apenas um problema, são quedas sucessivas. Não sei como escrever isso, não faz o tipo do meu blog, não faz meu tipo, não é o tipo de texto que gostaria de estar escrevendo. Mas estou. Espero que seja o primeiro e ultimo.

Como sobreviver a instabilidade da vida? Nossa vida nos proporciona tantos motivos para nos entristecermos que nos esquecemos de que o sol brilha, que os jardins florescem, que os pássaros cantam, que um dia já sorrimos. E, sem duvida, esse é um momento de profunda introspecção. Chegar ao fundo do poço e analisar o motivo e trajeto da queda para, só então, tentar levantar. E tentar. E tentar. E continuar tentando.

Meu começo de ano não foi dos melhores. Prefiro considerar que recebi grandes bênçãos de Deus à dizer que sou um ser completamente azarado. Aprendi, de forma dolorosa, que “nunca está tão ruim que não possa piorar”. Talvez isso seja uma das poucas coisas que posso me apegar no momento, além de que tudo na vida tem um lado bom. E talvez o lado bom desse período nublado que nos faz esquecer como é o brilho do sol, é que descobrimos que, às vezes, pessoas que tanto acreditávamos que estariam do nosso lado se precisássemos são as que menos se importam. E também que pessoas de quem nem esperávamos muito, de repente, acaba por serem verdadeiras provas de companheirismo, de fraternidade.

Surpresas e decepções com as pessoas são um tanto quanto comum. Então nossa fé em Deus tende a aumentar, pois sabemos que Ele é especialista no impossível, o único capaz de nos dar todas as respostas e nos mostrar um caminho. Afinal, somos seres humanos e geralmente Deus não consegue nossa aproximação por gratidão, só pelo desespero.

Pra falar a verdade ainda estou meio perdido. Nem sei por que estou escrevendo esse texto. Talvez seja bom eu lê-lo quando o “sol abrir” – se abrir, quem sabe meu coração abra um sorriso e se encha de alegria simplesmente por saber que posso confiar em Deus e que não foi em vão acreditar em dias melhores.



Dias Melhores - Jota Quest

"No fundo de um buraco ou de um poço, acontece descobrir-se as estrelas". (Aristóteles)




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Mais um ano que finda

Posted by Hugo Alves on 21:30
Já é noite, a ultima do ano, que se diga de passagem, e eu nem iria escrever um post, pois tenho a impressão que a maioria deles são de final de ano. Sei também que Já cai no descrédito quanto às atualizações. Porém, resolvi assim, de ultima hora. Surgiu em meio à dúvida entre descansar um pouco desse meu longo dia de trabalho ou navegar um pouco na internet para desestressar.

Como de praxe, fazemos um check-list das metas definidas cerca de 12 meses atrás. E eu, claro, fiz a minha. E fico muito feliz em dizer que foi possível marcar um sinal positivo em praticamente todos os elementos da minha singela lista para 2011. Acredito que posso atribuir isso, primeiramente, a Deus. Meus esforços para cumpri-las também foi um fator preponderante para tal. E, por ultimo, mas não menos importante, a decisão de criar uma lista mais modesta, gerando menos expectativas para não cair em meio às decepções. Ah, houve percas, pois para cada escolha uma renúncia, certo? Certo. Mas aprendi que o que perdi não é mais valioso do que ganhei, que muito que perdi eram âncoras disfarçadas de velas.

Dado tudo isso, é difícil se conter da vontade de lançar voos mais altos, de estipular metas mais ousadas para este novo ano. Mas vou continuar apostando nas humildes listas, pois embora a ambição também possa ser usada para o bem, frustações ainda são difíceis de serem digeridas.

E assim foi, um ano difícil, mas que valeu muito a pena.

Um Feliz Ano Novo para todos os que merecem um Ano Novo Feliz!

2012, tô chegando! =)




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Momento multimídia II

Posted by Hugo Alves on 11:46
Sou bem eclético quanto aos estilos musicais, curto de quase tudo um pouco (as melhores de cada estilo, obviamente!). Certamente alguns gêneros não me agradam e as chances de darem as caras nos meus dispositivos de mídia são mínimas. Mas, de modo geral, a diversidade me consome.

Embora eu seja um amante da música sertaneja, tenho minha admiração pelo som do rock, onde comecei a simpatização no início da adolescência, como maioria da galera juvenil. Geralmente começamos a gostar de uma determinada classe musical por causa de algumas músicas, às vezes apenas uma. E, posteriormente, vamos conhecendo melhor, ouvindo outras e outras, chegando até nos apaixonarmos (romântico isso, né?!) pelo gênero musical, em muitos casos. Ouvi muitas músicas relevantes, mas Sweet Child O' Mine de Guns N' Roses me chamou a atenção. Talvez pela melodia e pelo magistral solo de guitarra do Slash, quiçá a perfeição da letra ou, simplesmente, pelo conjunto da obra. Em suma: é completa.


Guns N' Roses - Sweet Child O' Mine

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Águas passadas não movem moinhos

Posted by Hugo Alves on 16:10
Há três dias foi meu aniversário.  Acho que para grande maioria é a data mais especial do ano. Tá, tudo bem que o carnaval é especial ou pelo menos a mais esperada por muitos, mas o aniversário é uma data personalizada. E depois de alguns janeiros é inevitável começarmos a nos preocupar com a tal idade. Não que eu esteja velho, pelo contrário, sou muito jovem (é sério, acredito nisso!). O legal é que me pego lembrando de quando ainda não tinha alcançado a “maior idade” e almejava algumas coisas, como tirar a minha carteira de habilitação e demais privilégios responsabilidades que adquirimos ao assoprar as 18 velinhas.

O mais interessante (tá, nem tão interessante assim!) é que todos dizem que depois de certa idade o “tempo voa”. E geralmente comprovamos isso, não a tempo de fazer alguma diferença, mas comprovamos. Talvez seja a união de um pouco mais de liberdade (em alguns casos) para festas e lazer com as diversas atividades que, concidentemente, se tornam quase que obrigatórias para um indivíduo “desse tamanho”, como trabalhar e estudar, ocupando tempos vagos. O fato é que depois de alcançada a idade apta para tais exercícios, o tempo não para. Não mesmo, infelizmente!

E então comecei a pensar no quanto perdi tempo em relação a vários aspectos da minha vida. A pensar no quanto deveria ter acordado antes, ter reagido antes.  Mas isso faz parte das fases, e todos nós estamos expostos a elas. É apenas uma das muitas peças que a vida nos prega.

Porém, também passei a pensar que tenho muito tempo pela frente, que posso e devo não me preocupar tanto com o que deixei de fazer e sim com o que posso fazer a partir de agora, afinal de contas, não podemos voltar ao passado e consertar algumas decisões.

Tem uma expressão que pode parecer clichê, mas que faz todo sentido: "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo final".



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Resultado de um facto

Posted by Hugo Alves on 14:43
Às vezes me pego pensando no passado, nas minhas escolhas e atitudes, no que acertei ou errei e no que isso influencia no hoje. Sempre tentei ser uma pessoa que se importasse com o meio social, com o que minhas atitudes representavam ou eram interpretadas pela sociedade. Em algumas situações até tentei dar menos importância para isso, beirando a negligência, mas sempre acabava prezando pela idéia da cautela. Embora hoje eu ainda procure enxergar alguma retribuição de alguma parte, tenho certeza de que foi melhor do que ter vivido de forma desentoara. Assim, atravessei a fase da adolescência sem grandes sequelas.

A nossa vida nada mais é do que um grande encadeamento de experiências que somamos no decorrer do tempo. Experiências adquiridas através de atos – nossos ou observados em outros indivíduos, que tecerão o futuro. E esses atos possuem conseqüências, afinal de contas, para cada ação existe uma reação. É a lei da causa e efeito. Isso tudo me leva a pensar: como seria minha vida hoje se algumas decisões tivessem sido diferentes?

Sigo a idéia de que devemos aprender com os nossos erros. Tentar tirar proveito da lição aprendida, quando aprendida. Claro que aprender com os erros dos outros é melhor, dói menos e sai mais barato. Mas somos seres humanos e os erros fazem parte da nossa vida, é algo que nos acompanhará por toda nossa trajetória, sendo inevitável que os tenhamos. Não podemos voltar no tempo e mudar o passado, pois ele é imutável, mas podemos aprender algo com nossas falhas e nos tornarmos mais preparados para trilhar novos caminhos.

Existem pessoas que não aceitam as conseqüências de seus atos, não aceitam que é um preço a ser pago por uma decisão tomada, uma escolha feita. E todas nossas escolhas são acompanhadas de percas, às vezes compensatórias e às vezes não. Quando sofremos percas por causa de atos errôneos de terceiros até compreendo a indignação e/ou dificuldade de aceitação, pois não é fácil e nem justo assumir os encargos alheios, embora não temos como vivermos sem nos sujeitarmos a isso. Mas quando se trata dos nossos próprios atos os causadores dos nossos fracassos, ah!, aí seria de tamanha covardia fugir das conseqüências ou pousarmos de vítima, jogando a culpa na sorte ou na vida, como muitos fazem.

Quando se trata de atos involuntários é totalmente aceitável, normal aos seres humanos. Entretanto, tem gente que não se importa com o que é certo ou errado e sim com o que querem e o que não querem, sem se preocuparem com o que vão causar a si próprios ou se afetarão outras pessoas. E o que dizer dos que tentam transferir a culpa para outros? É mais fácil culpar alguém do que assumir, não é? E estes eu considero os piores, os mais egoístas e egocêntricos. 

Quando são consequências boas geralmente tentamos revive-las. Normal tentarmos espremer do passado mais do que ele pode nos proporcionar, mas quando ruins não devemos nos esquivar ou nos esquecermos de tirar uma boa lição do ocorrido.

Conseqüências sempre existirão, faz parte do aprendizado de todos, mas o triste de ser observado é o fato das pessoas não aceitarem os efeitos de suas atitudes. Podemos escolher o que plantar, mas a colheita é restrita ao plantio.


"Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das conseqüências." (Pablo Neruda)


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