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Surge a necessidade de mudança

Posted by Hugo Alves on 04:06
Quando criança adorava assistir televisão. Hoje nem tanto, passou a ser supérfluo. Posso atribuir isso ao acesso a internet, privilégio este que permite cada vez mais pessoas buscarem novas fontes de informações e não se alienarem as já tradicionais.



Assistir televisão passou a não ser mais tão prazeroso quanto quando eu era criança. Pelo menos não para minha pessoa. Então acabei partindo para os filmes. Houve tempos em que meu computador era lotado de filmes, não sobrava espaço para mais nada. Mas nem sempre assistimos bons filmes ou sabemos que o filme que vamos assistir é bom. Faltava algo que encontramos nas novelas, uma continuidade. Foi onde me tornei adepto aos seriados, principalmente os americanos.


As novelas brasileiras estão entre as melhores do mundo e são exibidas em inúmeros países, quase todas produzidas pela Rede Globo. Entretanto, não me atraem mais. Deixei de assistir a muito tempo, justamente quando descobri a internet e, conseqüentemente, os seriados. Motivo? A produção é boa se comparada às das emissoras de menor porte, mas não se comparada às séries americanas. O roteiro também é fraco, quase sempre a mesma história. Se for escrita pela Glória Perez tem sempre um romance quase impossível e um enfoque a um problema da sociedade, se o autor for Manoel Carlos é apenas mais uma protagonizada por uma Helena e a turminha do Leblon, no Rio. Sem contar as de época que não tem nada a acrescentar em nossas vidas, dentre tantas outras que aterrorizam animam as telinhas brasileiras.

Tem até umas séries e mini-séries brasileiras legais, muito bem produzidas. Minoria, mas existe. Já as novelas em si são na maioria superficiais e totalmente previsíveis.


A TV brasileira está mudando seu estilo. Há alguns anos as emissoras menores começaram a exibir alguns seriados da TV a cabo. Smallville já tinha seu lugar garantido no SBT, logo depois do horário de almoço. A Rede Record exibe, dentre elas, uma das séries mais assistidas no mundo: Dr. House. O problema é que a maioria dos seriados exibidos pela TV brasileira passam longe do horário nobre, ou pelo menos passava. Recentemente o SBT reservou seu horário nobre para esse tipo de programação. Mais do que isso, comprou o direito de imagem de mais tantos outros, para serem transmitidos gratuitamente. Não apenas o SBT, mas as demais emissoras também se atentaram para esse tipo de produção. Até mesmo a Rede Globo experimentou a reação do público com Lost, 24 horas e Prision Break. E olha que a Globo relutou muito para que os costumes dos telespectadores continuassem os mesmos, chegando a comprar direitos autorais de séries que não transmitiria, para que as concorrentes não as exibissem. Quem tiver curiosidade de conhecer um pouco da história dessa emissora e seu poder de manipulação assista o documentário produzido pela BBC (de Londres) intitulado de Muito Além do Cidadão Kane, que foi proibido de ser transmitido no Brasil.




Os seriados estrangeiros pelo menos não tentam traçar nosso comportamento e costumes. E graças aos jovens e ao acesso a internet o paradigma televisivo no Brasil está mudando.


Hoje meu computador continua lotado. Não mais de filmes.










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Os tempos mudam

Posted by Hugo Alves on 15:07
Tive poucos acessos à internet essa semana. O básico mesmo. Ler alguns emails e algumas notícias. E só. E olha que minha internet residencial estava funcionando perfeitamente. Acho que é a fase.

Houve tempos em que as crianças brincavam na rua. Amarelinha, pique-esconde, chuta-latinha e tantas outras brincadeiras. Quem nunca jogou bete usando tacos de madeira e litros de óleo ou um futebol usando as chinelas como traves do gol, na rua? Velha infância. Na rua aqui de casa, certo dia, quando eu ainda era criança (ah vai, não faz tanto tempo assim, ora), chegamos a contar 52 crianças se divertindo com as mais diversas modalidades de brincadeiras. Saudades daquele tempo. Éramos todos felizes e não sabíamos.

Hoje em dia a criança já ganha de cara um notebook de brinquedo, daqueles da Xuxa ou similares. Jogar bola passa a não ser mais tão interessante quando se tem um Playstation de ultima geração ou um computador com jogos que possuem gráficos maravilhosos, podendo jogar online com pessoas de qualquer parte do mundo. 

Ah, a internet. O quanto ela mudou nossas vidas. Ficar sem internet um dia é sinônimo de um longo dia, mais comprido do que um dia de fome. Não podemos negar que a difusão dessa gigantesca rede não tenha trazido alguns malefícios. A disseminação de conteúdos pornográficos, hackers (crackers) maliciosos, enfim, uma feira livre. Os textos com erros ortográficos nos ajudam cada vez mais a declinarem nosso conhecimento em relação à ortografia.

Mas sem dúvida os benefícios são compensadores. Quanta coisa atrativa tem na internet. Não apenas obras interessantes de pessoas que não tinham meios de comunicação para divulgarem, mas também músicas, imagens, vídeos, dentre outros. Por falar em vídeo, é possível passar um dia inteiro vendo piadas ou assistindo documentários e reportagens sobre um determinado assunto, no youtube. A informação não só apenas chega a um número maior de pessoas como também chega de forma rápida, muitas vezes instantânea ou ao vivo. Pra tudo que precisamos tem uma comunidade no Orkut. Pra fazer propaganda ou um marketing viral então, é uma beleza. Através da internet, o e-commerce facilitou, e muito, para vencer a barreira de o cliente e o produto estarem geograficamente distantes. Fóruns de discussões nos permitem compartilhar conhecimentos com pessoas com dúvidas, necessidades ou curiosidades em comum.  As novidades não param de aumentar e não precisa ser um gênio para saber que muito ainda será acrescentado e modificado.



Adeus tempo em que só tínhamos conhecimento de algo que Globo nos permitia ter. Hoje a informação é abundante. Melhor ter que aprender a filtrar o que é interessante em um rio de informações do que nos restringirmos às notícias que não eram censuradas pelo monopólio da televisão brasileira, até pouco tempo atrás. Através da internet temos acesso a uma notícia das mais variadas fontes, nos permitindo criar nossa própria visão, e isso com certeza moldaram pessoas mais críticas. E quem critica é porque tem alguma opinião formada.

Os tempos mudaram, perdemos por um lado mas ganhamos por outro. Há quem tenha saudades daquela época, quem não chegou a conhecer e/ou desfrutar das brincadeiras nas ruas e também quem nem mesmo conhece outro cenário a não ser elas.

Na era da informação quem tem acesso é privilegiado e quem sabe interpretá-la é rei.

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Será que ainda...

Posted by Hugo Alves on 02:45
Depois de 20 dias sem postar nada e também depois de dizer que tentaria redigir pelo menos um texto por semana, estou aqui.

Não, não é um post interessante e cheio de conteúdo que trará algum atrativo ou novos conhecimentos aos leitores. Mas é um sinal de vida. Sinal de vida de quem estava sumido esses dias até mesmo do MSN e Orkut. Sem motivo algum. Sabe aqueles dias que temos tempo pra tudo e na verdade não conseguimos fazer nada? Pois é, é isso. Nenhuma explicação plausível.


Como eu não sou dotado de criatividade e isso já ficou explícito (tanto por eu já ter dito quanto pelos próprios post’s), então pensei em colocar aqui um texto que escrevi em uma redação para o cursinho de leitura, interpretação e escrita que estou fazendo com a galera da faculdade. Mas ficou tão ruim que não dava nem para “encher linguiça” no blog. 

O jeito foi abrir o editor de texto e escrever pelo menos um pedido de desculpas pelos que passaram aqui atrás de novidades (se é que alguém passou por aqui).

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