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É Brasil

Posted by Hugo Alves on 02:56
Como eu já tinha adiantado no texto anterior, visitei um pedacinho do nordeste brasileiro. Apesar de não estar tão longe do nordeste, não estou tão perto do mar. E não é sempre que temos oportunidades de anoitecer ou amanhecer junto a essa perfeição da natureza.


Lugar bonito para visitar é o que não falta. Praia e mais praia. Sol e mais sol. Eu, que sou acostumado com o calor do Tocantins, nem precisei me adaptar ao clima de lá. Encontramos de tudo, ou quase de tudo. Tem praias famosas que já foi cenário de novelas, muito freqüentadas.  Tem praias pouco conhecidas, mas para um bom descanso da rotina do dia-a-dia não tem lugar melhor. Tem água, tem sal, tem paisagens. Enfim, um passeio completo (com direito a caldos e tombos).


O povo nordestino então, sempre tão acolhedor. Sotaque diferente, culinária interessante (tá, nem tudo são flores) e locais turísticos muito atrativos. Quanto à culinária, não precisa se “aperriar”, nada que um pedido com “baião de dois” (feijão com arroz, cozidos juntos) e uma “cajuína” (refrigerante de caju) não te faça ser um legítimo nordestino. Para os mais ousados, existem iguarias de peso, como a buchada de bode. Mas essa eu nem quis experimentar.

Tive a oportunidade de conhecer uma salina, no Rio Grande do Norte. O sal ainda sem refinar, ainda sem iodo. Todo o processo para que o sal deixe a água de lado e esteja ao nosso alcance. Conheci também alguns mangues e caranguejos que habitam neles. Isso tudo além do clima e vegetação.


Parece que a história de Virgulino Lampião se torna mais interessante quando temos a oportunidade de passar em alguns locais e imaginar que ali houve um confrontou ou fragmento qualquer que compõe esse acontecimento, como em Mossoró-RN, onde o “rei do cangaço” fez uma das suas primeiras invasões malsucedidas. Centros históricos e antiguidades, que hoje valem a pena serem visitados, ainda estão à espera dos turistas. A Fortaleza dos Reis Magos (ou Forte dos Magos), em Natal-RN, me deixou impressionado o quanto a engenharia já era utilizada, mesmo que faltasse a tecnologia. Um projeto que, apesar de rústico, muito inteligente. Colocar uma parede de frente para a porta de entrada para que os invasores não tivessem espaço para utilizarem um tronco de árvore na tentativa de invadirem a fortaleza ou esconder a pólvora em cima da capela (que fica bem ao centro, no pátio) para que, caso fosse explodida pelo inimigo, não destruísse toda a estrutura do local, com certeza é uma prova que já existiam mentes para pensar e liderar.


E o maior cajueiro do mundo? Pois é, estive lá. Imaginem um cajueiro que ocupa o espaço de 80 pés de caju. Isso explica porque é o maior cajueiro do mundo e está no livro dos recordes. 70 mil frutos por safra, o que corresponde a mais de duas toneladas e meia de caju. É castanha que não acaba mais. É até difícil de acreditar que tudo isso vem de apenas um caule, que toda aquela “floresta” é ramificação de apenas uma planta. Mais uma obra da mãe-natureza.

Bom, gostaria de contar mais sobre onde passei e as belezas que encontrei. Mas, infelizmente, histórias como a da igrejinha que conheci na Paraíba e tantas outras riquezas que tive a oportunidade de visitar vão ficar para outra oportunidade. E olha que foi uma pequena parte de um grande cenário de maravilhas existentes na região.




Talvez, se o povo brasileiro descobrisse mais o próprio Brasil, não precisassem viajar para o exterior.




2 Comments


Ahhhhhhh, fiquei curiosa para saber a história da igreja que você conheceu na Paraíba. Conta? :D


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