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Agora é moda

Posted by Hugo Alves on 05:56
Nossa vida é composta de fases. Não apenas de fases, mas de vários tipos de fases. Não existe um ser humano sequer que nunca tenha passado por uma fase ruim, seja de qualquer tipo. Nem sempre podemos definir ou prevê a ordem e o tempo dessas fases, exceto quando se trata das classificações básicas do ser humano: infância, adolescência, idade adulta e “melhor idade”.

Todos sabem da importância da força jovem. Não é atoa que a partir dos 16 anos de idade você já passa a ter valor para os políticos, pelo menos nas vésperas das eleições. Afinal de contas, a força jovem pode mudar muita coisa. Talvez as maiores e mais significativas manifestações que já existiram tenham sido promovidas pela juventude. Aquela juventude que não tem medo, que parte pra cima, que parece não ter nada a perder.

Claro que juventude não é sinônimo de adolescência, porém é nessa fase da vida que mais se tem energia, disposição e coragem para encarar novas experiências. E isso nos faz associa-la mais a juventutde. É justamente na adolescência que geralmente se arrisca mais. Mas, por onde anda os adolescentes de hoje em dia? Cadê a voz da juventude?

Sou jovem ainda, não mais adolescente, mas ainda jovem. Hoje, com 21 anos de idade, recém desembarcado da adolescência – se é que tem uma idade definida para essas classificações, vejo como essa evolução da nova geração nos trazem preocupações quanto ao futuro. Não ao futuro dos que hoje são adolescentes, mas sim dos que hoje são crianças ou nem tenham nascidos ainda.

Claro que muito foi mudado para melhor em relação à educação dos filhos e da própria cultura. Talvez pela concorrência acirrada pelo mercado de trabalho ou pela simples necessidade de mudar. Minha mãe, por exemplo, fez um curso superior quando eu já tinha quase 10 anos de idade, devido ter sido impedida de continuar os estudos pelo seu pai – quando ainda adolescente. A cultura era diferente. Hoje a concorrência do mercado é assustadora, as vagas dos concursos públicos passaram a serem disputadas quase como uma copa do mundo (isso se a concorrência fosse de apenas 32 por vaga). O investimento nos estudos aumentou e a preocupação com uma formação superior para os filhos faz com que surjam cada vez mais faculdades particulares, afinal de contas apenas um ensino médio já não é mais suficiente.

Mas e quanto ao comportamento dos adolescentes? Cada vez mais complicados. Ou não, se olharmos no ponto de vista deles. Há quem diga que antigamente “filho respeitava pai” e que a sociedade era bem melhor por isso. Tá, primeiro que esse papo de respeito é muito relativo. Segundo, eu também gostaria de ter vivido aquela época. Quanto ao respeito com os pais e mais velhos realmente falta (e muito) hoje em dia, porém sabemos que até hoje existem exageros por parte de pais, movidos pela ignorância e autoritarismo. Entretanto, tem filho que é criado com tudo do bom e do melhor e, quando cresce, falta quase é bater em pai e mãe (sim, tem os que não ficam apenas no quase).  Será válida mesmo essa tal psicologia? Existe até lei que não se pode mais “bater ou beliscar” os filhos. Para onde estamos caminhando? Será que todo mundo vai ter uma Super Nanny em casa?

A onda da homossexualidade (nada contra os homossexuais) é moda. E tudo o que é moda é algo a ser seguido pelos adolescentes. Crianças de 10 anos de idade já namoram e o exemplo em que se espelham para a formação sexual não é dos melhores, é apenas a moda.  Tudo está acontecendo muito rápido. Tudo se tornou muito banal.

É uma vontade de mostrar quem é que manda, de exibir diferenças. Daí surge estilos um tanto quanto estranhos, como por exemplo, o estilo EMO (nem sei se isso é um estilo ou movimento) entre tantos outros. Sem contar na rebeldia muitas vezes sem motivo, apenas para tornar a voz mais ativa. Não é necessário mais ter uma justifica para ser revoltado, ser revoltado é a justificativa para tudo. Não importa mais o que é certo ou errado e sim o que querem e o que não querem. Por quê? Estamos na era dos “Rebeldes sem causa”.

Em minha opinião, a culpa responsabilidade é de quem educou. Uma criança não nasce com um caráter, ela o adquire com o tempo, de acordo com a educação que recebe. Assim como adquire conceitos, princípios, índole e convicções. Há quem diga que a procedência influencia, porém, embora eu não seja nenhum especialista e muito menos estudei a área, acredito que a genética pode influenciar nos traços ou condições físicas e não na educação. Sei que um filho não vem com um manual de instruções ou uma cartilha ensinando como educá-lo, entretanto, o pai deve saber quando puxar ou afrouxar as rédeas e como fazer isso.  

Se, passamos direto da rigidez de antes para a falta de controle atual sem ter desfrutado do “meio-termo”, talvez as tendências de futuro venham a se tornarem reais. E isso é assustador.

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