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Águas passadas não movem moinhos

Posted by Hugo Alves on 16:10
Há três dias foi meu aniversário.  Acho que para grande maioria é a data mais especial do ano. Tá, tudo bem que o carnaval é especial ou pelo menos a mais esperada por muitos, mas o aniversário é uma data personalizada. E depois de alguns janeiros é inevitável começarmos a nos preocupar com a tal idade. Não que eu esteja velho, pelo contrário, sou muito jovem (é sério, acredito nisso!). O legal é que me pego lembrando de quando ainda não tinha alcançado a “maior idade” e almejava algumas coisas, como tirar a minha carteira de habilitação e demais privilégios responsabilidades que adquirimos ao assoprar as 18 velinhas.

O mais interessante (tá, nem tão interessante assim!) é que todos dizem que depois de certa idade o “tempo voa”. E geralmente comprovamos isso, não a tempo de fazer alguma diferença, mas comprovamos. Talvez seja a união de um pouco mais de liberdade (em alguns casos) para festas e lazer com as diversas atividades que, concidentemente, se tornam quase que obrigatórias para um indivíduo “desse tamanho”, como trabalhar e estudar, ocupando tempos vagos. O fato é que depois de alcançada a idade apta para tais exercícios, o tempo não para. Não mesmo, infelizmente!

E então comecei a pensar no quanto perdi tempo em relação a vários aspectos da minha vida. A pensar no quanto deveria ter acordado antes, ter reagido antes.  Mas isso faz parte das fases, e todos nós estamos expostos a elas. É apenas uma das muitas peças que a vida nos prega.

Porém, também passei a pensar que tenho muito tempo pela frente, que posso e devo não me preocupar tanto com o que deixei de fazer e sim com o que posso fazer a partir de agora, afinal de contas, não podemos voltar ao passado e consertar algumas decisões.

Tem uma expressão que pode parecer clichê, mas que faz todo sentido: "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo final".



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Resultado de um facto

Posted by Hugo Alves on 14:43
Às vezes me pego pensando no passado, nas minhas escolhas e atitudes, no que acertei ou errei e no que isso influencia no hoje. Sempre tentei ser uma pessoa que se importasse com o meio social, com o que minhas atitudes representavam ou eram interpretadas pela sociedade. Em algumas situações até tentei dar menos importância para isso, beirando a negligência, mas sempre acabava prezando pela idéia da cautela. Embora hoje eu ainda procure enxergar alguma retribuição de alguma parte, tenho certeza de que foi melhor do que ter vivido de forma desentoara. Assim, atravessei a fase da adolescência sem grandes sequelas.

A nossa vida nada mais é do que um grande encadeamento de experiências que somamos no decorrer do tempo. Experiências adquiridas através de atos – nossos ou observados em outros indivíduos, que tecerão o futuro. E esses atos possuem conseqüências, afinal de contas, para cada ação existe uma reação. É a lei da causa e efeito. Isso tudo me leva a pensar: como seria minha vida hoje se algumas decisões tivessem sido diferentes?

Sigo a idéia de que devemos aprender com os nossos erros. Tentar tirar proveito da lição aprendida, quando aprendida. Claro que aprender com os erros dos outros é melhor, dói menos e sai mais barato. Mas somos seres humanos e os erros fazem parte da nossa vida, é algo que nos acompanhará por toda nossa trajetória, sendo inevitável que os tenhamos. Não podemos voltar no tempo e mudar o passado, pois ele é imutável, mas podemos aprender algo com nossas falhas e nos tornarmos mais preparados para trilhar novos caminhos.

Existem pessoas que não aceitam as conseqüências de seus atos, não aceitam que é um preço a ser pago por uma decisão tomada, uma escolha feita. E todas nossas escolhas são acompanhadas de percas, às vezes compensatórias e às vezes não. Quando sofremos percas por causa de atos errôneos de terceiros até compreendo a indignação e/ou dificuldade de aceitação, pois não é fácil e nem justo assumir os encargos alheios, embora não temos como vivermos sem nos sujeitarmos a isso. Mas quando se trata dos nossos próprios atos os causadores dos nossos fracassos, ah!, aí seria de tamanha covardia fugir das conseqüências ou pousarmos de vítima, jogando a culpa na sorte ou na vida, como muitos fazem.

Quando se trata de atos involuntários é totalmente aceitável, normal aos seres humanos. Entretanto, tem gente que não se importa com o que é certo ou errado e sim com o que querem e o que não querem, sem se preocuparem com o que vão causar a si próprios ou se afetarão outras pessoas. E o que dizer dos que tentam transferir a culpa para outros? É mais fácil culpar alguém do que assumir, não é? E estes eu considero os piores, os mais egoístas e egocêntricos. 

Quando são consequências boas geralmente tentamos revive-las. Normal tentarmos espremer do passado mais do que ele pode nos proporcionar, mas quando ruins não devemos nos esquivar ou nos esquecermos de tirar uma boa lição do ocorrido.

Conseqüências sempre existirão, faz parte do aprendizado de todos, mas o triste de ser observado é o fato das pessoas não aceitarem os efeitos de suas atitudes. Podemos escolher o que plantar, mas a colheita é restrita ao plantio.


"Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das conseqüências." (Pablo Neruda)


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